11 06, 2017

Liberdade…. Aska

Por |junho 11th, 2017|Oriental, Restaurantes, São Paulo, Típicas|0 Comentários|

Sou um desses chatos que não suportam fila, mas enfrentei uma para comer no tão falado Aska, restaurante de “lámen”. Mas voltamos em breve para esse inconveniente.

O Lámen (pronuncia-se “raamen” e significa “massa esticada”) é de origem chinesa, mas se deu muito bem nas terras nipônicas. Basicamente uma sopa de macarrão, com verduras, carnes, frutos do mar, cebolinha, moyashi e broto de bambu. O lámen sempre possui um caldo base, que no caso do Aska pode ser: shoyo (com shoyo, óóó), misso (com pasta de soja) e shio (temperado apenas com sal). É bom saber antes de ir, pois não há muita paciência nos garçons para explicar a cada cliente que chega em sua primeira aventura no mundo do lámen.

Enfim, a primeira experiência com o restaurante é: sim, você vai ter que esperar. “ah, mas posso ir mais cedo ou em horário não usual”, pode, mas vai pegar fila de espera do mesmo jeito. Enfim, esperamos aproximadamente 1:30h, mas a fama, e as constantes recomendações foram suficientes para enfrentar o tempo na noite do bairro da Liberdade em São Paulo.

Enfim, já no balcão, a opção foi o Missô Tonkotsu, o lámen com carne. Delicioso prato, bem servido e preço justo. Com carne de porco e um ovo cozido com uma camada preta que não tem boa aparência e o gosto continua sendo de ovo, mas deixa o prato mais interessante na composição.

Mas não esqueci do que mais surpreendeu, o guioza. Este pastel chinês recheado, que também conquistou o gosto japonês, é produzido no Aska com massa fina, recheado com carne de porco, grelhado e cozido. Um dos melhores já provados!

Uma curiosidade, tem uma lista de “regras” para frequentar a casa, do tipo: “você vai esperar na rua, não pode esperar sentado”; “você vai dividir a mesa com outra pessoa caso haja fila de espera”; “saia o mais breve possível quando terminar”, entre outros que aparentemente não são tão simpáticos, mas talvez válidos pelo comportamento de alguns frequentadores.

Uma informação importante: NÃO ACEITAM CARTÕES, APENAS DINHEIRO.

Vale a visita pela comida e preço justo.

Colaborou: Thielly Zamorano

Fila de espera na porta do Aska

O ótimo lámen do Aska.

E o fantástico guioza.

Onde: Rua Galvão Bueno, 466. Liberdade, 607. São Paulo, SP.
Quanto: Tonkotsu Misso R$ 18,00. Gyoza R$ 12,00. Cerveja Proibida R$ 7,00.
Quando: Ter – Dom: 11:00 – 14:00 e 18:00 – 21:00.
Opção Vegetariana: não.
Sugestões: acompanhe com uma cerveja.
Como pagar: dinheiro.
Estacionamento: Não.
Faz entrega: Não.
Perto do metrô: Liberdade ou São Joaquim.
Acessibilidade: Não.
Site: –
Telefone: 11. 3277-9682
Data visita: Junho de 2017.
Facebook: https://www.facebook.com/pages/Aska-Restaurante/186218581413879
Observações: relaxe e curta a espera.
Mapa: CLIQUE

A única cerveja disponível.

17 01, 2017

Mercado I: Comedoria

Por |janeiro 17th, 2017|Comida de rua, Peixe, Quiosque, Regional, Sanduíche, São Paulo, Típicas|0 Comentários|

“Gosto do bairro de Pinheiros”, dificilmente encontra-se um paulistano que discorda dessa afirmação. Pinheiros (na zona Oeste da cidade de São Paulo, próximo às margens do rio de mesmo nome) é um bairro contemporâneo, embora seja um dos mais antigos da cidade (alguns dizem que é o mais antigo). Surgiu no século XVI, a partir de aldeias indígenas expulsas de outras localidades pelos portugueses. Mas o bairro começou a se desenvolver mesmo com a chegada dos bondes e do Mercado Municipal de Pinheiros em 1910, na época chamado “mercado dos caipiras”.

Ele perdeu essa alcunha, mas o Mercado continua atrair muita gente, principalmente depois das reformas que o tornaram um novo centro de gastronomia popular. Mas antes vale o histórico: primeiro, seu nome completo é “Mercado Municipal Engenheiro João Pedro Carvalho Neto”. Foi reinaugurado, já no novo endereço, em 1º de março de 1971. O projeto é dos arquitetos Eurico Prado e Luiz Telles. Mas só em 2014, já restaurado, veio o diferencial, o mercado foi atualizado, dando aos paulistanos não apenas um local para compra de produtos, mas sim uma área de reunião e convivência, proposta que contribui para a utilização de áreas dessa tipologia.

Hoje, além dos antigos box do mercado, encontra-se alguns restaurantes consagrados, como o Mocotó, instituto Atá (Alex Atala), e a cevicheria do chef boliviano Checho Gonzales, a Comedoria Gonzales.

Essa foi a nossa primeira escolha. A Comedoria fica no BOX 85, no final da passarela da entrada principal. É um box simples, mas bem resolvido, não há mesas, e o atendimento é feito no balcão ou em poucas mesas altas próximas ao local. Sempre está lotado. Com longas filas, o que, nesse caso, pode significar a apreciação do mercado, sempre colorido e cheio de pessoas peculiares transitando em seus amplos corredores.

O prato principal da casa é, claro, o ceviche. Há quatro opções como suco de manga, suco de milho, cambuci ou gergelim, com peixe ou frutos do mar. O de Cambuci (fruta típica da Mata Atlântica) é curioso. Peixe, suco de cambuci, suco de limão, suco de tomate, cebola roxa, tomate, pimenta dedo de moça, milho verde e farofa. Muitos dizem que os ceviches dali são os melhores de São Paulo, concordo, mas coloco entre os 2 melhores. O ceviche é muito equilibrado, o suco de limão não prevalece (como muitos na cidade), traz pouca acidez e leve ardência da pimenta. Nenhum sabor em evidência, e sim todos os componentes com boa proporção. Vale notar que a porção vem na medida correta, nada daqueles ceviches em pratos fundos que alimentariam 2 pessoas. Isso é um ponto positivo, comida não deve ser servida em grande quantidade, mas sim em boa qualidade.

O Choripán tem origem Argentina, é uma versão de nosso pão com linguiça. Mas com o diferencial: pão crocante, lembra o italiano; linguiça de textura macia, com pimenta; molho vinagrete. Lanche simples feito com qualidade.

Sobremesa: 3 leches, pão de ló com calda de leite e doce de leite. (só o doce de leite já comprova que o bolinho é muito bom!!!)

Atendimento rápido e simpático, com o Checho cumprimentando todos os clientes calmamente, sem perder a velocidade do preparo dos pratos. (aqui vale o comentário, trabalhar com essa quantidade de saídas, e ainda ter que se relacionar com os clientes não é fácil, mas o chef faz isso de modo simpático, vale o respeito e admiração!)

Enfim, um local para repetir, para ir com amigos ou aproveitar que está na região e comer um lanche rápido. Vele pela comida, e ambiente. Ótimo custo benefício. (primeiro post que optamos por 2 diferenciais!)

               

 

Onde: Rua Pedro Cristi (esq. Rua Dr. Manoel Carlos Ferraz de Almeida) – nº 31. BOX 85- Pinheiros – São Paulo – SP – Brasil
Quanto: ceviches: R$ 21,00 (peixe do dia); choripan: R$ 15,00; 3 leches: R$ 9,00; cerveja: R$ 13,00.
Quando: 2ª – sábado: 10:00 – 22:00
Opção Vegetariana: NÃO.
Sugestões: acompanhe com o chopp Coruja (a cerveja viva é melhor, mas o chopp também vale MUITO a degistação).
Como pagar: dinheiro ou cartão.
Estacionamento: Sim, do mercado, mas sempre lotado!
Faz entrega: Não.
Perto do metrô: Sim, Faria Lima (linha Amarela).
Acessibilidade: Não.
Site: –
Telefone:  11. 38138719
Data visita: Dezembro de 2016.
Facebook: https://www.facebook.com/comedoriagonzales/
Observações: -.
Mapa: CLIQUE

 

choripán

ceviche

“3 leches”

 

Mais sobre Pinheiros e o Mercado.

Prefeitura de São Paulo
Wikipedia
Pinheiros
Mercado de Pinheiros 43 anos depois

o mercado no início do século 20.
Fonte: http://www.gazetadepinheiros.com.br/cidades/fotos-guardam-a-historia-de-pinheiros-para-o-futuro-17-08-2012-htm

24 07, 2014

Fumbua, malang, ndjap, ndole, mbongo…

Por |julho 24th, 2014|Africano, Regional, São Paulo, Típicas|0 Comentários|

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Curioso? O título do post refere-se a alguns pratos de origem africana, que podem ser encontrados no centro da cidade de São Paulo, especificamente ali no comecinho da rua Barão de Limeira.

Bom, o centro da cidade de São Paulo sempre traz surpresas. Você pode frequentar o local por décadas, mas sempre encontrará algo novo e surpreendente na região. Resolvemos então passar pelo centro e caçar algum lugar interessante para almoçar, e a sugestão foi visitar o Biyou’Z (biúz) um Restaurante Afro, ali a aproximadamente seis anos.

Entenda restaurante Afro aquele que oferece pratos de diversas regiões do continente. É como a comida brasileira no exterior, ela é brasileira independente da região onde é mais consumida. Mesmo porque ali nos arredores existem outros restaurantes, estes sim tipicamente nigerianos ou senegaleses. A comida desses países ficam para a próxima semana.

O local é simples, com portas de enrolar que se abrem para rua, tem aproximadamente 24 lugares, alguns quadros, um mapa da África, e recortes de revistas e jornais onde o restaurante é citado. Mas, como sempre comentamos nos posts,  um dos mais importantes fatores para que um restaurante seja aqui publicado, é o atendimento. E neste pacato restaurante africano no coração de São Paulo a simpatia do proprietário é o que faz a diferença… claro que a comida também é ótima, mas sobre essa seguem os parágrafos a seguir. Há interesse em explicar os pratos, em atender o cliente como um colega e ainda concluindo no final com um “volte sempre” amistoso.

Mas temos os pratos então: o Mayemba é um “PF” de refogado de repolho, tomate e galinha. Acompanha ainda banana da terra frita. Talvez um pouco salgado para alguns, mas não poderia ser diferente. A banana é frita, mas é seca, e compõe muito bem com os outros ingredientes. Essencial pedir a pimenta e utiliza-la a vontade, obviamente só para aqueles que já curtem esse tipo de molho, no presente caso alguns podem considera-la bem forte… então para esses pede-se moderação. Pode não parecer, mas é um prato leve, bem servido e com preço justo. Vale repeti-lo após experimentar todos os outros pratos do cardápio!

O Issingui é o prato do dia nas quartas-feiras, aliás o visitante pode fazer essa escolha. Ele leva molho de berinjela, com ótimo tempero, mocotó e batatas, que podem ser alteradas para banana da terra ou mandioca (o da foto por exemplo). Porção bem servida, quente e com boa aparência.

O Biyou’Z, possui preços justos, come-se muito bem com R$ 20,00 a R$ 30,00. Vale a visita!

COMIDA

Onde: Al. Barão de Limeira, 19A. São Paulo, SP.
Quanto: Mayemba e Issingui: R$ 13,00. Outros pratos entre R$ 13,00 e R$ 18,00. Refrigerante: R$ 4,00.
Quando: Segunda a sábado, 12:00 – 0h. Domingo, 14:00 – 0h
Opção Vegetariana: Não.
Sugestões: –
Como pagar: dinheiro ou cartão.
Estacionamento: Não.
Faz entrega: Não.
Perto do metrô: República.
Acessibilidade: Não.
Site: http://biyouzresto.com.br/
Telefone:  11.3221 6806
Data visita: Julho de 2014.
Observações: –

Mayemba: repolho, galinha e banana da terra.

Mayemba: repolho, galinha e banana da terra.

Issingui: berinjela, mocotó e mandioca

Issingui: berinjela, mocotó e mandioca.